domingo, 22 de abril de 2018

Mãe Terra


Terra, mãe Terra,
Que fizeram com você?



Tiraram-lhe a linda roupagem
Por meio de corte e de fogo.
Deixaram-lhe despida
E você mãe Terra,
Treme de frio?
Arde ao calor do sol?
Suporta o vento forte?



Tem seu filho esse direito?
A Terra é mãe
A Terra sofre
Tiraram-lhe a veste,
Maltratam-lhe o corpo
Abrindo sulcos,
Pondo adubo,
Sementes.



A Terra sofre esperando
Ser vestida novamente.
Fica desiludida,
Quando isso acontece
A roupa nova
Nem um pouco parece
Com sua primeira roupagem.



Concita

27/08/1982

terça-feira, 20 de março de 2018

A Fonte



A fonte vive 
A murmurar,
É pedindo a Deus
Para não secar.
Ela sabe que tem poder,
Poder de alegrar
Por onde vai passar.
Seu corpo é água,
Sua alma também.
Tem força na natureza
Como poucos elementos têm.
Água é vida, 
Humanidade!
Temos que preservar.
A fonte vive
A murmurar,
É pedindo a Deus
Para não secar!

Concita
19/03/2018

segunda-feira, 12 de março de 2018

Piratas

Piratas do passado
Tentavam
E conseguiam
Realizar
Assaltos no mar.

Atualmente,
Disfarçados
Em Terra firme
E camuflados,
Conseguem
Realizar
Assaltos
E a população
Ludibriar!

Concita
10/02/2018




sábado, 18 de novembro de 2017

Perpetuidade

A árvore floresce
E a flor fenece
Com toda dignidade,
Firme no seu lugar.
Depois, nada mais importa,
Se o vento leva,
Se cai no chão...
Enquanto viveu,
Foi bela e firme,
Deu semente
E assim, depois de morta,
Segue em frente...



Concita
07/08/1997

Onde está a luz?


A luz foi feita
Para iluminar
Toda a criação,
Incluindo
O homem,
Sua inteligência,
Seu coração.
Inteligência iluminada
Faz nascer a justiça,
Coração iluminado
Gera a bondade.
Bondade e justiça
Podem salvar o mundo.
Onde está a luz?
A luz foi feita!

Concita,
em um dia qualquer

sábado, 9 de setembro de 2017

Flor de campina

Uma flor é sempre uma flor,
quer nascida em rico jardim, quer nascida no lago, na campina.
Todas, primeiro botão;
depois desabrocham para a vida.


Concita
Poetizando em um dia qualquer

domingo, 20 de agosto de 2017

Monstros













Penso que uma nuvem maldosa
Envolveu o mundo,
Que essa nuvem fez chover
O desejo do poder.
Que o desejo do poder
Cega os homens,
Torna-os surdos.
Assim eles caminham,
Cegos e surdos.
Assim escorregam,
Tropeçam e caem.
Na queda ferem-se,
Deformam-se...
Tentam e andam novamente.
Caem, quebram-se
Ainda mais...
Tornam-se monstros.
Agem como monstros!

Concita

19/10/1983

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